(Antônio Casagrande) Depois de algum tempo retornei a Manga
nestas férias. Na verdade para mim as férias são permanentes. Mas para muitos
de minha família significa um momento de rever o lugar onde eu nasci e que
também é bom para fugir do agito constante da cidade grande.
Para além da alegria de rever a família e os amigos fiquei
triste e preocupado com Manga. Até parece que a cidade parou no tempo. E olha
que na minha época estava parada mesmo.
Desta vez, para minha decepção, pude comparar Manga com
outras cidades porque passei e vi como aqui não está acompanhando a onda de
desenvolvimento que se vê, por exemplo, em Jaíba, Janaúba e até mesmo Matias
Cardoso que agora parece mesmo que despertou.
Está faltando alguma coisa em Manga e eu não sei ainda o que
é. Muitas pessoas com quem conversei fala sempre dos políticos daqui que não
trabalham para o bem do povo e, dizem eles, só pensam neles mesmo e só aparecem
na época das eleições. Eu não sei se é bem assim.
Outros dizem que falta emprego para o povo e aí também ficou
sem entender direito, pois esta região é tão rica e poderia mesmo está gerando
mais emprego para o povo trabalhador deste lugar.
Não sei se virei aqui nos próximos anos, mas fico muito
triste mesmo de ver a minha cidade querida tão triste e ficando para trás. Se
faltam políticos comprometidos, falta também quem cobre deles. Se faltam
empregos, faltam também estudo e conhecimento, além de quem queira investir no
potencial que aqui tem.
Outros lugares que conseguiram superar o atraso tiveram que
fazer grandes mudanças e tudo só foi possível com a participação dos políticos,
dos empresários e do povo. Talvez um grande pacto precise ser feito para que a
cidade de Manga volte a sorrir como acontecia por exemplo na época da minha infância.
Era uma cidadezinha, mas era uma cidade de gente animada e que queria também se
desenvolver.
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