Por
Joyce di Paula
Acabo
de ler no jornal Estadão uma notícia aterradora – se não fosse
em certa medida esperada pelas pessoas mais sensatas deste país.
Trata-se do corte de verba feita pelo governo Bolsonaro em 140
projetos de 11 ministérios. Entre os cortes estão o fim do programa
Agricultura Familiar, o fim de investimentos contra enchentes e o fim
dos recursos para revitalização da bacia do rio São Francisco.
Tudo
isto já estava anunciado em 2018, durante a eleição. As pessoas
mais sensatas deste país e que prezam pela educação e pelo Bem da
sociedade alertaram para isto. Mas uma multidão ensandecida e
“educada” por mentiras espalhadas pela internet e pela televisão
simplesmente decidiu não ouvir os apelos daqueles que diziam: “tudo
isto que está sendo proposto por este candidato vai levar o Brasil
ao desastre” e outras “cositas más”.
Portanto,
não adianta esconder-se agora. A crise que já se instalou no país
tem culpados sim. Estes têm que assumir as suas responsabilidades. E
o mínimo que se espera é que voltem as redes sociais e espalhem
como fizeram com os memes mentirosos da época da campanha eleitoral
que: “sim, eu errei, votei errado porque preferi acreditar em
mentiras do que estudar para entender aquilo que era realmente bom para
os brasileiros e o Brasil”.
É
claro que não vamos propor aqui que vocês deixem o país – como
fizeram contra todos aqueles que alertavam para esta tragédia que
estava sendo produzida – mas vamos exigir uma coisa: deixem de
serem “burros” e achar que as mentiras explicam a realidade e
voltem para as escolas (enquanto elas ainda existem) para aprender
sobre política, economia, sociedade, história, psicologia e outros
saberes que são imprescindíveis para se viver no mundo moderno.
No
mais, lembre-se: as suas escolhas são determinantes para o Brasil.
Os dois caminhos em que podemos trilhar é fácil de vê-los: ou você
segue pela ignorância, obscurantismo, domínio do mercado
financeiro, ódio, violência e dor, racismo, misoginia, homofobia,
Estado mínimo (quer dizer ausente da sociedade e servindo apenas a
elite do dinheiro), ou você participa do projeto de um país para
todos os 210 milhões de brasileiros. Nele o Estado somos todos nós,
a educação é a prioridade inquestionável, as riquezas do país
são para todos, a diversidade que nos faz sociedade é a nossa
principal expressão, a esperança em dias melhores nos move a darmos
o melhor de cada um para um país próspero em que a riqueza seja usufruida por
todos e não por uma pequeníssima parcela da sociedade.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Todos os comentários é de inteira responsabilidade do autor do próprio comentário.