Por: Antônio Casagrande
Chega
a ser “curioso”, pra não dizer vergonhoso, como uma parcela
ainda significativa do povo brasileiro insiste em ser “pensador
fake news”.
Basta
a publicação de qualquer texto (meme) que lhe interesse nas redes
sociais e logo estes “pensadores” se transformam em especialistas
em todas as áreas do conhecimento: de sociólogos a historiadores;
de arquitetos a químicos; de físicos a filósofos. É um show!
Não
precisam nem mesmo consultar as fontes para certifica-se de que se
trata de algo legítimo. Basta que tenha o nome de uma figura
conhecimento (ou até mesmo sem assinatura), para se tornar uma
verdade inquestionável.
A
partir, tem-se início o show de horrores: primeiro, são, no mais
das vezes textos (memes) conservadores da pior espécie. Aqueles que
negam e violentam o Outro em nome de moralidades capengas sustentadas
em ideias de família (restrita ao casal de homem e mulher com
filhos, como se a avó/avô ou a tia/tio que criam o neto ou
sobrinho, também não fosse, ou ainda como se aqueles que vivem
individualmente também não se enquadre na condição de família),
ou de um Deus que escolheu alguns em detrimento de outros. Santa
hipocrisia!
No
mais, o importante é deferir ódio a todos aqueles que, por ventura,
não se enquadre no mundo que o conservador de plantão inventou.
Negando aquilo que nos faz uma nação bela e pujante: a nossa
diversidade.
Para
os “pensadores fake news” o que vale é aproveitar todas as
oportunidades nas redes sociais para dizer ao Outro como ele deve ser
e o que ele deve fazer, como se fosse ele o “escolhido” para
“purificar” a sociedade.
Ao
final, é triste ver como os ignorantes e estúpidos querem fazer do
seu mundo triste e pobre o mundo de todos nós que pulsa ao som do
verdadeiro amor que Deus nos ensinou: “amai-vos uns aos outros como
eu vos amei”.
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