Em todo país milhares, somando milhões do território nacional, foram às ruas nesta quarta-feira, 15 de maio, protestar contra os cortes do governo Bolsonaro na Educação. O “dia nacional da Greve na Educação”, como os movimentos sociais estão chamando, aponta ainda para o possível sucesso da greve geral do dia 14 de junho, articulada contra a reforma da Previdência por entidades sindicais.
Nas primeiras que chegaram dos atos que começaram pela manhã, foi possível ver que a pauta da Previdência também fez parte das críticas dos estudantes.
A pauta de reivindicações deste 15 de maio critica, especificamente, é contra o bloqueio de 24,84% dos gastos não obrigatórios dos orçamentos para as instituições federais. Por conta do contingenciamento, reitores afirmam que não terão condições de pagar contas básicas como as de água, luz e materiais de limpeza, além de cortar recursos às pesquisas.
O governo se defende afirmando que as verbas obrigatórias (que incluem pagamento com salários e aposentadorias) e representam 86,17% do orçamento dessas instituições não serão afetados.
Durante café da manhã para jornalistas, organizado pelo próprio Ministério da Educação, o responsável da pasta, Abraham Weintraub, disse estar aberto ao diálogo e que já teria recebido cerca de 50 reitores. Entretanto, confirmou a necessidade dos cortes no MEC, submetido às análises do Ministério da Economia e, ainda, disse que não garante a blindagem do orçamento da pasta contra novos cortes.
Dos Estados Unidos, onde viajou inicialmente para receber uma homenagem promovida pela Câmara de Comércio Brasil-EUA, em Nova York, e depois de temer protestos mudou a agenda para Dallas, no Texas, o presidente Bolsonaro disse que as manifestações pela Educação no Brasil estão sendo feitas por “idiotas úteis”. Ele ainda classificou os “militantes” a “massa de manobra”.
“É natural [que haja protesto], agora a maioria ali é militante. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais no Brasil“, afirmou o presidente na porta do hotel onde está hospedado em Dallas, segundo informações da Folha de S.Paulo.
Enquanto isso, a confirmação é que nas maiores cidades, incluindo as capitais, ocorreram manifestações contra os cortes promovidos pelo governo do militar reformado, entre os locais estão: Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Sergipe, Tocantins, Pernambuco, Distrito Federal, Paraíba, Rio Grande do Sul, Maranhão, Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Amazonas, Acre, Mato Grosso do Sul, Roraima, Pará, Mato Grosso, Espírito Santo, Rondônia, Amapá e São Paulo.
Na capital paulista, as manifestações começaram logo cedo e, a partir das 14h, foi dado início a uma concentração em frente ao vão livre do Museu de Artes de São Paulo (Masp), interditando os dois sentidos da Av.Paulista.
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Imagens confirmam adesão em todo país nos protestos contra os cortes na Educação
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Por Rádio Transrio Manga
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