Mineradora divulgou o relatório que investiga o rompimento da barragem de rejeitos que deixou 259 mortos e 11 desaparecidos em 2019
A Vale sabia desde 2003 as condições frágeis da barragem de rejeitos que se rompeu no município de Brumadinho, Minas Gerais, em janeiro de 2019. A informação é do relatório divulgado na quinta-feira, 20 de fevereiro, elaborado por uma comissão independente de investigação contratada da própria mineradora.
Apesar do conhecimento sobre os riscos, a mineradora nunca retirou as instalações administrativas da área de risco. Em 25 de janeiro do ano passado, a barragem da Mina do Feijão rompeu deixando 259 mortos e 11 pessoas ainda desaparecidas, segundo a Defesa Civil.
O trabalho do Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário de Apuração, equipe coordenada pela ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, se dedica à apuração das causas do desastre ambiental.
Segundo a comissão, a Vale tinha informações relevantes sobre a área desde o desastre anterior da Samarco, no município de Mariana, também em Minas Gerais, em 2015. Estudos baseados em ensaios realizados na barragem B1 (Córrego do Feijão) em 2016 indicavam condição frágil.
“Tais informações tornaram-se especialmente relevantes após o rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, ocorrido em novembro de 2015”, diz o relatório.
Além disso, avaliações de 2017 sinalizava a situação de estabilidade “apenas marginal”. O documento também afirma que a área de geotecnia da Vale “ofereceu resistência quanto à aceitação dos resultados obtidos em 2017”.
Com isso, o comitê apontou que “as medidas adotadas para remediar as fragilidades e aprimorar a segurança foram limitadas e malsucedidas ou, se tivessem sido implementadas, não seriam eficientes a curto prazo para elevar a estabilidade da B1 a condições satisfatórias”.
No relatório o comitê também sugeriu recomendações para evitar novos desastres. De acordo com informações da Reuters, a Vale divulgará em até 30 dias um cronograma de implementação de referidas ações.
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Vale sabia dos riscos em Brumadinho desde 2003, conclui comitê de investigação
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