14 coisas que a gente talvez aprenda com a crise do coronavírus - Rádio TRANSRIO

Post Top Ad

Responsive Ads Here

14 coisas que a gente talvez aprenda com a crise do coronavírus

Compartilhe
(Walter Falceta Jr.) O isolamento forçado prova que somos apenas parte de um todo imenso e complexo. Sem os outros, é como se nos faltasse uma mão, um pé, um olho, um estômago, a própria pele.

1) Mesmo o mais egoísta e individualista de nós precisa dos OUTROS. E muito! Ninguém vive sozinho. Na verdade, ninguém é autossuficiente.

2) O ser social necessita do outro para confirmar a própria existência e sentir-se realmente vivo. Esta é a melhor chance que você tem de comprovar esta máxima da dialética filosófica.

3) Cada ser humano precisa ser visto, ouvido e notado para manter o permanente processo de reconstrução do “eu”. Sozinhos e sem referências, aos poucos, já não sabemos quem somos.

4) Aqueles mais humildes e desprezados são fundamentais na existência individual e social de cada um. O porteiro, o coletor de lixo, a caixa da padaria, o entregador de pizza e a motorista do Uber, entre outros tantos, fazem parte de quem você é.

5) O isolamento forçado prova que somos apenas parte de um todo imenso e complexo. Sem os outros, é como se nos faltasse uma mão, um pé, um olho, um estômago, a própria pele.

6) Toda vida civilizada é, essencialmente, comunal, mesmo que a gente não perceba. Nossa comunidade é imensa, e agrega o anônimo produtor de tomate, o operário da indústria farmacêutica e o rapaz encarregado de consertar os fios que levam energia elétrica até sua casa.

7) A doença pode ter taxa de letalidade de 13% na Itália e de 4% na China, mas ela é 100% trágica se leva seu pai, sua mãe, seu filho ou um amigo.

8) Tudo depende de pessoas. São elas que produzem, vendem e consomem. Sem pessoas, dotadas de recursos, não gira a roda da economia e a gente empobrece. Portanto, é evidente que as pessoas vêm em primeiro lugar. Depois, bem depois, vem todo o resto.

9) O preço da globalização é este. Importamos logo as comodidades dos outros. Mas também seus problemas e suas dores. Na aldeia global, todos são responsáveis. Você também é.

10) Problemas complexos não se resolvem com soluções simples. Problemas complexos exigem responsabilidade, exercício da razão e avaliação científica das soluções. Soluções simples para problemas complexos conduzem inevitavelmente à catástrofe.

11) Em uma crise como esta, todos os dias, às 18h00 ou 20h00, a gente deveria sair à janela ou à sacada e aplaudir os heróis da linha de frente: médicos, enfermeiros, auxiliares, atendentes, pessoal técnico, socorristas, agentes sanitários, laboratoristas e fornecedores de equipamentos e insumos. Eles arriscam a vida todos os dias para preservar você e sua família.

12) No teatro da vida, você, humano, é apenas um dos atores. O ambiente que sustenta a vida tem a sequoia, a aranha, o rio, o morcego, o mar, o golfinho, a hortelã e até o vírus. Respeite o espaço de cada um neste grande condomínio.

13) Para vencer situações de crise, faça devagar o que pode ser feito. Faça a barba. Pinte as unhas. Lave os pratos. Conserte a calha. Reorganize os CDs. Acaricie o cão e o gato. Peça desculpas a quem merece. Aproveite para reconhecer o erro antigo. Jogue futebol de botão nem que for sozinho. Termine a toalhinha de crochê. E escolha quem a receberá como presente.

14) A solidariedade parece mesmo ser o melhor remédio quando ainda não se encontrou o melhor remédio. A solidariedade tem uma fórmula, que mistura fé, esperança e amor. Mas este último é, com certeza absoluta, o mais importante ingrediente.

Walter Falceta Jr., jornalista, ex-repórter de Veja, Estadão e O Globo, por anos devotado à cobertura da área de Saúde

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os comentários é de inteira responsabilidade do autor do próprio comentário.

Post Bottom Ad

Responsive Ads Here

Páginas